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Tradução é alteração na redação, diz Yago Martins sobre PL da Bíblia


A aprovação de urgência para o PL 4606/19, que proíbe qualquer alteração no texto da Bíblia Sagrada, continua sendo debatida no meio evangélico com muitas opiniões contrárias à proposta. O pastor Yago Martins opinou que considera o texto “absurdo”.

Yago Martins, que além de seu trabalho como pastor batista também se dedica a um canal focado em assuntos teológicos no YouTube, ponderou que da forma como está, o texto torna inviável até a impressão de exemplares da Bíblia Sagrada em possíveis novas traduções.

“Para o sargento deputado pastor Isidório, qualquer alteração na redação deste livro é ‘intolerância religiosa’. Como alterar algo do texto da Bíblia vira intolerância religiosa? Veja, se eu faço uma paráfrase da Bíblia: você pega a versão da Bíblia A Mensagem, do Eugene Peterson […] uma tradução interpretativa da Bíblia que seja ideal para crianças, por exemplo. Isso é uma alteração na redação do livro”, introduziu.

“Se eu tenho uma Bíblia para crianças, com desenhinhos (eu tenho uma que eu leio para minha filha que o texto bíblico não está lá). Eu tenho desenhinhos e paráfrases bem resumidas das histórias bíblicas. Isso é uma alteração na redação desse livro”, constatou Yago.

O problema causado pelo projeto, segundo o pastor, é que além das questões associadas às hipóteses de novas traduções, a associação feita à intolerância religiosa é descabida:

“E se eu tiver uma tradução nova? Uma outra tradução, e nessa outra tradução eu trago uma alteração na redação, porque é uma tradução. E se eu tenho crítica textual, e eu acho que o texto de João 8 não é original, ou que o final longo de Marcos não é um texto original; ou que um capítulo ou versículo não é realmente do texto e eu mudo e tiro isso? Então isso se torna intolerância religiosa? A Bíblia infantil da minha filha é intolerância religiosa? Isso é muito esquisito”.

O pastor também fez questão de fazer uma breve observação sobre o conceito de tradução, que na prática é a aproximação entre dois idiomas, oferecendo a possibilidade de se referir ao sentido primário do texto na língua original em um novo idioma:

“Toda tradução é uma alteração na redação de um livro. Por isso que é tão importante aprender línguas originais, aprender grego. Veja, se a Bíblia foi escrita em grego e todas as versões que temos são versões, são traduções – e veja, se há algum debate sobre a crítica textual de qual é o texto original da tradução – então como é que a gente trata como intolerância religiosa alteração da tradução do livro?”

“Esse texto tem uma justificativa completamente absurda”, opinou Yago Martins, acrescentando que a proteção ao livre exercício de pregação do Evangelho – outra justificativa do autor do PL 4606/19 – já é um direito salvaguardado por lei:

“O texto começa tocar um pouco na realidade [quando fala das] preocupações sobre a inviolabilidade de pregação do Evangelho. O cara poder pregar o Evangelho sem que o Ministério Público lhe persiga, como muitas vezes acontece. Ministério Público acha que é dono do Brasil e quer acabar com qualquer pregação que vá contra a sensibilidade moderna”, ponderou.

“Mas, a inviolabilidade da redação é uma coisa muito complicada”, reiterou.

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