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Pandemia impulsionou perseguição religiosa no mundo, aponta pesquisa


Uma pesquisa que está sendo divulgada revelou que a perseguição religiosa em muitos países foi intensificada durante a pandemia do novo coronavírus.

A pesquisa SMART, conduzida como parte do Projeto Liberdade das Instituições Religiosas na Sociedade (FORIS) do Instituto de Liberdade Religiosa (Religious Institutions in Society – RFI, em inglês), foi projetada para atender a uma “necessidade não atendida de dados relevantes para a política para identificar, compreender e abordar as restrições à liberdade religiosa em comunidades religiosas em todo o globo”.

Um relatório detalhado analisando os resultados da pesquisa será publicado em breve, afirmou Rebecca Shah, pesquisadora sênior do Archbridge Institute e investigadora principal do Projeto Religião e Capacitação Econômica (REEP), que foi responsável por apresentar alguns resultados da pesquisa SMART durante um painel de discussão do RFI.

SMART é uma sigla em inglês com as iniciais das palavras “Simples, Significativo, Acessível, Relevante e Oportuno”, disse Rebecca.

Embora a pesquisa tenha inicialmente recebido financiamento para questionar especialistas no terreno sobre o estado da liberdade religiosa na Malásia, Paquistão, Indonésia e Iraque, o estudo foi posteriormente expandido para outros países, incluindo Índia, Egito, México, Turquia e Grécia.

De acordo com Rebecca, as autoridades tinham necessidade de obter “relatórios confiáveis baseados na profunda experiência de indivíduos que pudessem analisar as violações da liberdade religiosa em locais importantes do mundo e fornecer aos formuladores de políticas dados confiáveis e em tempo real sobre países estratégicos”.

Embora “muitos relatórios sobre as restrições à liberdade religiosa, tanto indivíduais quanto instituições religiosas” existissem antes da pesquisa SMART, a pesquisadora enfatizou a necessidade de “informações provenientes de especialistas locais em seus próprios países, em vez de, digamos, a mesa de alguém em Washington, DC ou Genebra”.

Ela argumentou que os “especialistas locais nestes diferentes países” que participaram “foram convidados a preencher a pesquisa a partir da perspectiva de uma comunidade religiosa minoritária ou de uma comunidade religiosa majoritária”, com base na experiência ou pertencimento a uma religião particular.

A perseguição

“Começamos a pesquisa antes da pandemia, mas assim que a pandemia atingiu, fomos capazes de reorganizar o questionário até certo ponto, em grande medida, e reenviar as perguntas aos especialistas e pedir-lhes que respondessem perguntas relacionadas ao COVID. E assim, muitos dos dados que obtivemos foram durante o período […] onde pudemos examinar e explorar o impacto das restrições nas comunidades religiosas enquanto a pandemia estava em andamento”, disse ela.

Rebecca Shah pontuou que a pesquisa descobriu “um aumento nos ataques deliberados e diretos a casas de culto […] e instituições religiosas e de caridade e outras instituições religiosas em todo o mundo”.

Especificamente, “na Nigéria […] 85,7% dos entrevistados que escreveram sobre comunidades cristãs minoritárias nas partes do norte da Nigéria disseram estar cientes de ataques diretos a casas de culto em seu país”.

“No Iraque, 30% dos entrevistados que relataram sobre comunidades minoritárias, que incluíam yazidis e cristãos, disseram estar cientes de ataques a casas de culto em seus países”, acrescentou.

“Mais uma vez, quando questionados sobre quem, na opinião deles, foram os perpetradores desses ataques, nossos dados revelaram que os atores políticos, que podem incluir funcionários do governo local, foram responsáveis por 60% dos níveis altos ou muito altos de restrições às instituições religiosas, que incluem casas de culto … instituições religiosas e de caridade”, denunciou.

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se eles sabiam de “quaisquer atos de discriminação perpetrados contra indivíduos ou comunidades por causa de sua religião ou crença que possam ter sido motivados pela atual pandemia de COVID-19”.

Os resultados revelaram que “um em cada três entrevistados da Índia disse estar ciente desses tipos de discriminação por motivos religiosos durante o COVID”, segundo informações do portal The Christian Post.

Além disso, “um em cada cinco entrevistados na Indonésia disse o mesmo e 10% dos entrevistados nigerianos também disseram estar cientes desse tipo de discriminação”.

“A atual pandemia permitiu que muitos governos aprovassem regulamentações rigorosas que restringiam severamente a liberdade de indivíduos e instituições que consideravam ‘uma ameaça à segurança nacional’”, lamentou Rebecca.

“Mais de quatro em cada 10 entrevistados em nossa pesquisa disseram ter conhecimento da existência de prisioneiros de consciência, pacíficos, que estavam sendo mantidos e não foram soltos devido a preocupações com o COVID-19. Isso aconteceu mesmo quando a variante Delta mortal assolou a Ásia”, detalhou a pesquisadora.

“99% por cento dos entrevistados no Egito, 78% dos entrevistados no Paquistão, 70% dos entrevistados na Indonésia, 64% dos entrevistados no Nepal disseram que havia leis sobre blasfêmia e apostasia que permitiam casos de abusos [de autoridade]”, denunciou.

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