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Invasão russa não impede Igreja Universal de abrir nova filial na Ucrânia


Enquanto a invasão russa à Ucrânia ainda segue em curso, a Igreja Universal do Reino de Deus decidiu abrir uma filial no país atacado, além de promover ações sociais de caráter humanitário.

A Igreja Universal adota postura neutra no conflito, sem se opor à Rússia, porque tem quatro templos no país liderado por Vladimir Putin, com licença do governo para atuar. De acordo com o antropólogo Marcos de Araújo Silva, há também uma afinidade da liderança da instituição neopentecostal com as políticas russas na área de costumes.

Diante desse contexto, o bispo Eduardo Bravo afirmou que a Igreja Universal decidiu abrir sua oitava filial na Ucrânia três dias antes do início da invasão russa: “Onde todos estão retrocedendo, nós estamos avançando, porque o objetivo é ganhar almas, é salvar vidas, é levar à vida eterna”, declarou.

A inauguração da filial ocorreu num momento de tensão inegável no país, com a presença de dois jovens missionários brasileiros da igreja que haviam acabado de desembarcar.

Como milhões de pessoas fugiam dos ataques russos, a Universal mobilizou suas unidades em outras nações europeias para receber refugiados ucranianos, de acordo com informações do portal G1.

A atuação da instituição neopentecostal não se limitou a manter os templos funcionando: voluntários na cidade de Irpin, na província de Kiev, capital ucraniana, levaram cestas básicas a 250 famílias afetadas pela invasão, segundo o portal R7.

“A gente sabe que vai ser uma oportunidade ainda maior para levar a palavra, para ganhar mais almas”, afirmou o pastor Tiago Casagrande, que chefia a operação da Universal na Ucrânia e que relatou ter passado quatro noites sem dormir enquanto fugia de Kiev para a Polônia no começo da invasão

Cenário

Não é só a Universal que tem atuado de forma consistente na crise: outras igrejas sediadas no Brasil também têm ofertado abrigo e alimentos a refugiados ou até mesmo custeando a imigração até o Brasil.

Essa infeliz realidade é vista por muitos missionários como oportunidade de conversar com pessoas que vivem numa realidade moldada pelo cristianismo ortodoxo. Antes da invasão, a Ucrânia, porém, já vinha experimentando uma abertura religiosa a outras vertentes do cristianismo.

Vista como estratégica para expansão missionária no leste europeu, a Ucrânia se tornou um epicentro da “plantação de igrejas”, segundo a Association of Baptists for World Evangelism (ABWE), uma das principais organizações missionárias do mundo.

“A Ucrânia se tornou uma base para o envio de missionários para a Eurásia e Ásia Central, incluindo países como a Rússia, o Cazaquistão e o Uzbequistão, onde há pouca ou nenhuma liberdade religiosa”, acrescenta a entidade.

Como há uso comum da língua russa em muitas áreas da Ucrânia, quando as igrejas conseguem formar pastores ou missionários ucranianos, estes mesmos podem ser enviados à Rússia ou outros países vizinhos.

Além disso, há “povos não alcançados” pela mensagem do Evangelho que precisam conhecer a Cristo, como o caso dos tártaros-crimeanos, uma minoria étnica de religião muçulmana que habita a Crimeia, região na fronteira entre Rússia e Ucrânia, hoje ocupada pelos russos.





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