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Ed René afirma que Ordem dos Pastores Batistas ‘não tem autoridade’


Após a confirmação de sua expulsão da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil por dizer que a Bíblia precisa ser atualizada e é insuficiente, o líder da Igreja Batista de Água Branca (IBAB), pastor Ed René Kivitz publicou um longo vídeo em que comenta o caso.

O pastor resgatou a origem do imbróglio, dizendo que o trecho do sermão “Cartas Vivas Contra Letras Mortas” foram “os oito minutos mais polêmicos da minha história de pregador”.

“Nestes oito minutos eu fiz as declarações ‘a Bíblia precisa ser atualizada’ e ‘a Bíblia é um livro insuficiente’. Duas palavras: atualizar e insuficiente. Oito minutos, num sermão de 50 minutos, numa série de 13 sermões, numa história de mais de 30 anos”, relativizou Ed René. “Foram exatamente esses oito minutos que deram origem a um processo disciplinar que culminou, nessa última semana, com o meu desligamento da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil”.

Na introdução, o pastor manifestou “gratidão pelo tempo em que fui acolhido como membro da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil”, lembrando que se filiou à entidade em 28 de março de 1988 quando “era um jovem pastor, recém-casado, começando a vida”.

“Hoje, depois de mais de 30 anos, eu me despeço da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil com gratidão e desejando que a Ordem seja um ambiente de inspiração, comunhão, orientação para tantos pastores, especialmente aqueles que, jovens como eu lá em 1988, hoje também precisam, carecem, de acolhimento, direcionamento, inspiração para as grandes demandas, os grandes desafios que o sagrado encargo pastoral impõe sobre nós”, declarou.

Heresia?

Ed René disse estar “na mais perfeita paz” a respeito de suas escolhas e visões teológicas: “Estou em paz com a minha consciência, estou em paz diante de Deus, com a minha comunidade, Igreja Batista de Água Branca”.

“A grande pergunta que me fazem é ‘e agora, o que vai acontecer com você, não vai mais ser pastor?’; ‘não vai mais ser pastor batista?’; ‘não é mais o pastor da IBAB?’; ‘a IBAB vai deixar de ser Batista?’; ‘o que vai acontecer?’. A Ordem dos Pastores Batistas do Brasil é um órgão de fraternidade, comunhão. Não tem nenhuma ingerência sobre nenhum pastor batista e nenhuma Igreja Batista. A Ordem não tem autoridade”, avaliou.

Em seguida, o líder da IBAB afirmou que sua rejeição à infalibilidade das Escrituras não é motivo para que ele seja tratado como alguém que prega uma doutrina incoerente com o Evangelho, e indica acreditar que não existam pontos inegociáveis na Bíblia Sagrada:

“Outra coisa importante que eu quero dizer para você é que o fato de eu ter sido desligado da Ordem dos Pastores Batistas não me qualifica ou desqualifica como herege, ou como não ético. Fui desligado, segundo o documento oficial, por não cumprimento do código de ética da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil. Mas isso não faz de mim uma pessoa não ética, muito menos um herege”, defendeu-se.

“Não compete à Ordem dizer o que é heresia e o que não é heresia, o que é ético e o que não é ético. Compete à Ordem dizer o que ela acredita que é heresia e o que não é heresia, o que é bíblico e o que não é bíblico, o que é ético e o que não é ético para ela. O que ela pode dizer é que no contexto dela eu não me enquadro nos critérios considerados éticos ou ortodoxos bíblica e teologicamente”, acrescentou.

Liberalismo teológico

Em sua avaliação, parte de sua expulsão da Ordem se deve ao momento político que o país atravessa: “Esse processo disciplinar, esse desligamento reflete, é simbólico, é icônico de um momento de mundo, de um momento de Brasil. E reflete, explicitamente, que existe uma ruptura no movimento evangélico brasileiro. Inclusive uma ruptura no movimento batista no Brasil, na denominação batista do Brasil”.

Sua proposta de atualização da Bíblia, acredita Ed René, vai atrair adeptos: “Esse momento da minha vida é apenas uma gota num rio que vai se tornando cada vez mais caudaloso e que vai gerar um ‘novo’ lá na frente, por que há muita inquietação, indignação, inconformismo, questionamento. E há muita gente interessada em repensar, refletir, em reafirmar liberdades. Há muita gente interessada em atualizar o entendimento das Escrituras, o entendimento do Evangelho”.

Ed René, mais uma vez, demonstrou que rejeita doutrinas: “Tenho pregado o Evangelho dizendo que a religião é, na sua índole institucional, autoritária, dogmática, legalista, moralista, vertical, hierárquica, excludente. Tenho dito isso a minha vida toda”.

“É muito profético que eu seja desligado da Ordem dos Pastores Batistas do Brasil por ter dito que se continuarmos a tratar a Bíblia de maneira dogmática, autoritária e com essa leitura fundamentalista, nós continuaremos excluindo pessoas. Fui excluído por dizer isso”, acrescentou o pastor, omitindo que o Evangelho é de natureza excludente por anunciar que, nas palavras de Jesus, “quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16).

Ao final, Ed René não mencionou o arrependimento como premissa na ascensão de “comunidades que pregam o Evangelho do acolhimento, da inclusão, do perdão, da reconciliação, da graça, e não o Evangelho do controle, da tutela das consciências, da exclusão, da segregação”.

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