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Cruz invertida se tornou simbolismo de influência espiritual, diz retratista


O retratista João Menna falou sobre o simbolismo do uso da cruz invertida por artistas da música pop durante uma entrevista, e destacou que o sentido dado por figuras como Madonna, Lady Gaga e Lil Nas X é a inversão da proposta original.

Na entrevista ao podcast Conversa Paralela, apresentado por Lara Brenner Queiroz e Arthur Morrisson, Menna destacou a origem do símbolo da cruz invertida, que oferecia “um significado profundo de humildade, onde São Pedro foi morto e ele não quis morrer como Cristo, então pediu para justamente inverter a cruz”.

Na percepção do retratista, a arte vem sendo uma ferramenta de deturpação de sentidos e valores, e de influência negativa sobre a audiência, que assimila essas diretrizes sem se dar conta:

“Quando você pega a Madonna utilizando, Lady Gaga utilizando essa cruz invertida, comendo o crucifixo, tudo isso são símbolos que, de certa forma, – a pessoa que está olhando aquilo digamos que ela não tenha atenção – está influenciando negativamente, porque influencia num certo nível que a gente desconhece, que é o nível espiritual”, afirmou Menna.

“Então, só de ela estar vendo aquela atmosfera, como no clipe do Lil Nas X, todas essas influências de hoje […] Ele vendeu 666 [tênis com sangue humano]. […] Existe uma linha tênue, e a gente tem que tomar cuidado quando entra nesse assunto, porque as pessoas tendem a ver como uma teoria da conspiração”, acrescentou.

Simbolismo

João Menna recapitulou fatos de décadas atrás na música para ilustrar o potencial de influência de um símbolo, e o uso deliberado dessas figuras para inverter ou destruir seu significado primário:

“Teve nos Estados Unidos [décadas atrás] um ‘satanic panic’, um pânico satânico, nesse sentido, que as bandas de rock começaram realmente a tomar uma certa proporção. Por exemplo, a banda Kiss, que tinha o ‘the demon’, eles faziam de fato, de uma forma teatral o show, começaram a trazer muito essa forma teatral para o rock, o hard rock. E aí, eles lançaram uma [história em] quadrinhos e tinha o sangue dos membros da banda”, contextualizou.

“Tu pega hoje, no Brasil, Luísa Sonza, todos esses artistas que realmente estão trazendo esse simbolismo muito forte, só que aqui no Brasil com uma certa pobreza. Até porque, tu pega um rito que tem um poder tremendo simbólico, que de fato vai muito além da razão. É uma das linguagens mais poderosas que existem, e as pessoas ainda não compreendem a força dos símbolos, que existe uma verdade por trás daquilo”, pontuou.

Ao final do raciocínio, o retratista destaca que, em muitos casos, os artistas acabam sendo porta-vozes de uma mensagem que não compreendem, mas que tem objetivos obscuros: “Esses padrões que acontecem hoje, com a indústria musical, muitas pessoas pensam ‘será que não estão fazendo só marketing?’. Com certeza tem gente lá no meio fazendo só marketing”.

“A palavra símbolo tem também o sentido de unidade. E tu pega, por exemplo, o diabo, diabulum, que é o relativismo, a dualidade. Essa corrupção, essa inversão que acontece, é só você parar para pensar na verdade e na mentira, no bem e no mal, no belo e no feio. Então, por exemplo, o feio é justamente uma inversão simbólica que acontece através dessas representações que hoje em dia estão muito fortes”, encerrou.

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