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‘Bolsonaro vence com dobro de Lula’


O ex-deputado Eduardo Cunha (MDB-RJ) publicou um artigo em que expõe seus argumentos sobre a falta de confiabilidade das pesquisas eleitorais que apontam os evangélicos devidos em relação ao voto para presidente da República nas eleições deste ano.

Cunha, que sempre se apresentou como evangélico, entende que os dados apresentados pelas empresas de pesquisa são puro “achismo” e afirma que qualquer análise “em sã consciência” evidencia a antipatia à esquerda, em especial, ao PT.

“É muito pouco provável que Lula consiga alcançar Bolsonaro nesse segmento – embora, diga-se, o evangélico sofra com tudo o que acontece no país da mesma forma que todos os brasileiros”, ponderou o ex-deputado.

O preconceito latente contra os fiéis também foi apontado por Cunha: “Há uma discriminação sem sentido com os evangélicos, e ela precisa ser combatida. É esse preconceito que acaba sendo um fator que pesa na opção de voto deles, que ficam inclinados a escolher os que são do seu segmento”.

“É só ver na forma como os meios de comunicação referem-se aos deputados evangélicos. Ninguém fala em deputado católico, espírita, ateu etc. Mas fala-se em ‘deputado evangélico’. Como se fossem uns ETs, diferentes de todos os outros.
Isso só une mais os evangélicos para que votem cada vez mais só em candidatos da mesma religião ou, pelo menos, em nomes comprometidos com as premissas básicas defendidas pelo segmento, como a defesa da vida e da família”, explicou.

Oportunismo petista

A análise de Eduardo Cunha a respeito do cenário político – com Lula determinando que seus aliados criem espaços para que seus militantes que se identificam como evangélicos falem sobre a fé nas plataformas do partido – é que dentro das igrejas são raros os que se deixam enganar.

“Esse oportunismo político do PT em cima dos evangélicos não tem mais apelo. Sempre, às vésperas das eleições, o partido tenta se mostrar como aquilo que não é só para buscar votos”, resumiu.

Em seguida, Cunha disparou uma série de questionamentos a respeito de bandeiras históricas do PT, defendidas ao longo dos anos em que esteve no poder:

“Será que durante a campanha os temas mais caros aos evangélicos não serão abordados? O PT, por exemplo, vai ter alguma posição definida a respeito do aborto?
O PT vai defender que a vida começa na concepção? O PT vai defender que o feto não pertence ao corpo da mulher? Eu duvido muito. Será que o PT vai deixar de defender as chamadas pautas identitárias? Será que não teremos a discussão do chamado ‘kit gay’, que causou tanta controvérsia durante o governo do PT? O PT vai defender que a família deve ser constituída de união entre homem e mulher, desconsiderando-se as uniões homoafetivas? Alguns dos integrantes do PT vão deixar de defender a legalização das drogas e de jogos de azar? Será que o PT vai deixar de apoiar a legalização da prostituição, proposta à época por Fernando Gabeira e derrotada na Câmara? O PT vai deixar de defender as pautas de identidade de gênero? Como vai agir na imposição da linguagem neutra de gênero? Vai ficar contra?”, perguntou.

Defesa da vida

Cunha afirma no artigo que “a defesa do aborto, seja com 1 dia, 3 meses ou qualquer tempo de gestação, é nada mais nada menos do que a defesa de um homicídio coletivo de bebês, sem possibilidade de defesa”.

“Isso é ou não é um genocídio? Os que defendem isso são os mesmos que acusam Bolsonaro de genocida por sua opinião sobre a pandemia. Quem será o verdadeiro genocida? Quem defende um aborto, mesmo que até 3 meses de gestação? Ou quem tem uma opinião contrária sobre a pandemia ou sobre as vacinas [e] que não impediu que todos os brasileiros que quisessem fossem vacinados?”, aprofundou.

Em 2023, o presidente que estiver à frente do Palácio do Planalto, seja Jair Bolsonaro, Lula, Ciro Gomes ou Sérgio Moro, dentre outros pré-candidatos, indicará dois novos ministros ao Supremo Tribunal Federal, em substituição a Ricardo Lewandowski e Rosa Weber, indicados, respectivamente, por Lula em 2006 e Dilma Rousseff em 2011.

A respeito desse cenário, Cunha expôs o cinismo da mídia e dos opositores a Bolsonaro: “Será que ninguém percebeu que a luta pela nomeação de um ministro ‘terrivelmente evangélico’ para o STF era uma luta político-ideológica? O próximo presidente, seja Lula ou Bolsonaro, vai nomear ao menos 2 ministros do STF. Qual deles vai se comprometer a nomear alguém que defenda as pautas dos evangélicos? Aposto que não será o Lula”.

“Eu frequento igrejas de diversas denominações, participando de atividades diversas. Até hoje não achei um único defensor da candidatura do PT. Ao contrário, são todos defensores da candidatura de Bolsonaro de forma veemente. E digo mais: evitam receber quem compartilha da candidatura do PT. É só andar para constatar”, testemunhou o ex-deputado.

Cunha indica que os partidos que tentam cooptar votos e apoios dos evangélicos serão frustrados: “A verdade é que o povo evangélico se revolta quando encontra aqueles que sempre foram contra as suas pautas dentro da igreja”.

“Ao fim, na comparação entre os 2 candidatos, o apoio ou a contrariedade a essas pautas será o fator decisivo do voto evangélico. Alguém ainda tem alguma dúvida sobre quem vai vencer a eleição dentro do eleitorado evangélico? Eu não tenho nenhuma. Nesse grupo, Bolsonaro vencerá, no mínimo com o dobro dos votos de Lula. É só esperar para conferir. Por isso, as pesquisas hoje não têm a menor chance de refletir o real resultado do voto evangélico”, encerrou, no artigo publicado pelo Poder360.





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