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‘Adultério’ leva pastor a renunciar, mas mulher o acusa de abuso de menor


Um pastor que foi aplaudido de pé por sua congregação depois de dizer que estava deixando o cargo porque cometeu adultério com uma pessoa pelo menos duas décadas atrás, tornou-se alvo da ira dos congregados quando uma mulher o acusou de tirar sua virgindade no gabinete pastoral.

A mulher afirmou que tinha apenas 16 anos quando foi convencida pelo pastor John Lowe II a fazer sexo com ele no chão de seu gabinete. À época, ela usava um anel de pureza, um movimento semelhante ao “Escolhi Esperar”, que estimula a virgindade até o casamento.

Toda a polêmica começou quando o pastor John Lowe II, da New Life Christian Church and World Outreach, no último domingo, 22 de maio, que ele precisava fazer a confissão porque era a coisa “bíblica” a fazer.

“Cometi adultério. Foi há quase 20 anos. Durou muito tempo. Envolveu uma pessoa, e não houve nenhuma outra nem qualquer outra situação de conduta imprópria nos últimos 20 anos. Não usarei a Bíblia para defender, desviar, proteger meu pecado passado. Não tenho defesa. Cometi adultério”, disse Lowe sem compartilhar detalhes.

“Eu digo isso claramente. Eu não tive um problema. Eu não tive um caso. Eu não fiz um julgamento errado. Eu pequei. Eu preciso dizer isso, e você merece ouvir isso”, acrescentou, de acordo com informações do portal The Christian Post.

Lowe atuava como pastor em tempo integral há mais de 37 anos e confessou que não tinha boas razões para esperar tanto tempo para contar à congregação. Ele mesmo se descreveu como um hipócrita que aplicava disciplina aos outros por fracasso sexual enquanto escondia o seu pecado.

Durante a confissão, o pastor pediu perdão à igreja e anunciou que se afastaria e enfrentaria a disciplina da igreja: “De acordo com os estatutos da nossa igreja, estou me afastando, deixando as responsabilidades do ministério”, disse ele sob aplausos, enquanto descia do púlpito.

Reviravolta

Logo depois que ele desceu do púlpito, uma mulher e seu marido foram à frente para falar à congregação. A mulher disse que o que Lowe fez não foi apenas adultério, mas um crime porque ela tinha apenas 16 anos quando ele tirou a virgindade em seu gabinete há 27 anos.

A igreja New Life Christian Church and World Outreach fica na cidade de Varsóvia, no estado de Indiana (EUA), onde a lei para sexo consensual é de 16 anos. Entretanto, a lei local afirma que uma pessoa que tenha pelo menos 18 anos em uma posição de supervisão ou confiança, que se envolva em qualquer atividade sexual com uma adolescente com mais de 16 anos, mas com menos de 18 anos, comete sedução infantil.

A pena prevista para esse crime na legislação local prevê pena máxima de 1 ano e meio de prisão e multa de até US$ 10 mi. O texto da lei também prevê que o processo por este crime deve começar antes que a vítima atinja 31 anos de idade.

“Durante 27 anos vivi em uma prisão. Não foram 20 anos. Vivi em uma prisão de mentiras e vergonha, menti para proteger a família Lowe. Durante anos, pensei que era uma pessoa horrível com pensamentos suicidas, sem perceber o que realmente havia sido feito comigo”, acrescentou a fiel.

A mulher disse que foi acionada para confrontar seu agressor depois que seu irmão mais velho perguntou a ela há duas semanas sobre o momento em que ele a viu na cama com seu pastor: “Eu fui uma vítima e ainda estaria na prisão se meu irmão não tivesse me abordado há apenas duas semanas com o que ele viu quando adolescente que o incomodou todos esses anos – seu pastor na cama com sua irmã mais nova, uma camiseta e calcinha”, ela detalhou.

“As pessoas sabiam, mas estavam com muito medo de se apresentar. E agora têm [a coragem necessária]. As mentiras e a manipulação precisam parar. Eu tinha apenas 16 anos quando você tirou minha virgindade no chão do seu escritório. Você se lembra disso? Eu sei que você se lembra, e eu tenho muitas outras histórias que posso trazer para sua memória”, desabafou a mulher.

“Tentei contar a alguém. Mas tudo o que foi feito foi encobrimento. Ninguém nunca veio a mim. Ninguém nunca me aconselhou”, queixou-se, afirmando em seguida que outras meninas foram abusadas por outros líderes da igreja e foram “mandadas embora”.

O marido da mulher disse à congregação que Lowe começou a cuidar de sua esposa quando ela tinha entre 15 e 16 anos e continuou fazendo sexo com ela por nove anos: “Eu não vou deixar esse homem falar assim da minha esposa. Isso aconteceu por nove anos. Quando ela tinha 15, 16, começou o aliciamento sexual. E durou até ela me conhecer e começarmos a namorar. Essa é a verdade, e isso é tudo o que vamos dizer”.

“Estamos trabalhando com amor e perdão, mas as pessoas precisam ser responsabilizadas. Eles não podem simplesmente enganar as pessoas e dizer: ‘Bem, acabei de cometer adultério’. Foi muito além do adultério. Então aqui está o seu anel de pureza da aliança de volta. Não o quero em minha casa. Terminamos”, acrescentou o homem.

A congregação, atônita, levou poucos segundos para reagir: “Se você fez isso, você precisa admitir”, diziam algumas vozes entre os membros. Depois, uma mulher se dirige à vítima e a abraça.

Diante da situação, o pastor Lowe pegou o microfone de volta e confirmou que começou a fazer sexo com a vítima quando ela era adolescente: “Foi errado… não consigo consertar. Tudo o que posso fazer é pedir seu perdão. […] Estou fazendo o que é o processo bíblico. Estou me afastando […] Eu os machuquei profundamente, eu os machuquei profundamente”.

“Você deveria ter ido para a prisão”, gritou um membro da igreja em resposta. Todo o momento foi transmitido ao vivo pelo Facebook por uma mulher que estava no culto:





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